Cotas raciais nos desfiles da SPFW





#modaesociedade: Você sabia que as marcas que participam do #SPFW devem ter no mínimo uma cota de 10% de modelos negros para desfilarem nas passarelas? Isso acontece, porque em janeiro de 2008 a organizadora do São Paulo Fashion Week (SPFW) - a empresa Luminosidade Marketing & Produções Ltda - e o Ministério Público Estadual firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a adotar uma série de providências para estimular a participação de modelos negros, afrodescendentes e indígenas no evento.

Mas será que essa diversidade acontece na prática? Com o final das fashion weeks, o que ficou bastante em evidência foi a busca por diversidade e representatividade por meio de modelos - e de performances das apresentações. Muitas marcas utilizaram os desfiles para dar visibilidade a questões raciais. A equipe do #WWFashionCuritiba conversou com a modelo profissional Letícia Costa, Miss Curitiba 2017 - primeira miss negra da cidade - que trouxe uma reflexão dos preconceitos raciais que acontecem no mundo da moda.

Ainda que exista essa lei, a diferença de raça no mercado de trabalho do mundo da moda é grande. Segundo um levantamento do Ministério do Trabalho (2016), pessoas brancas ainda são uma maioria em ocupação de cargos altos. (EMOTION) Em Curitiba, uma pesquisa realizada pelo Observatório da Diversidade e Igualdade de Oportunidade de Trabalho, mostrou que de 65,7 mil pessoas, 59,3 mil são pessoas brancas que ocupam cargos de direção/chefia, ou seja, apenas 9,7% dos cargos de chefia são ocupados por pessoas negras.

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